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| Foto: Juan Pablo Lancia / Pexels |
A distribuição regional dos fluxos financeiros aponta que a maior parte das despesas se concentrou em cinco países vizinhos e parceiros comerciais, que responderam por 74,2% do total gasto no exterior, somando US$ 3.582 milhões. O Brasil liderou as saídas de divisas com US$ 1.635 milhões, gerando um déficit setorial de US$ 1.407 milhões para a Argentina. O Uruguai registrou o segundo maior saldo negativo, com US$ 583 milhões, seguido pelo Paraguai com US$ 378 milhões, Chile com US$ 299 milhões e os Estados Unidos com US$ 80 milhões.
Apesar do saldo negativo expressivo, o déficit na conta de viagens apresentou uma redução de US$ 280 milhões em comparação ao primeiro trimestre de 2025, período em que o saldo negativo havia alcançado US$ 3.464 milhões. Essa melhora foi impulsionada por mudanças no comportamento dos viajantes: o número de argentinos que viajaram ao exterior caiu 12,2%, totalizando 4.455.000 pessoas, ao mesmo tempo em que a entrada de turistas estrangeiros na Argentina registrou alta de 4,8%, alcançando 1.725.800 visitantes.
No contexto macroeconômico, a rubrica de viagens continua a exercer forte impacto na balança de serviços da Argentina, representando cerca de 79% do déficit total do setor, que fechou em US$ 4.028 milhões. Outras categorias também apresentaram resultados negativos, como transportes, com déficit de US$ 762 milhões, e propriedade intelectual, com US$ 367 milhões, enquanto a categoria de "outros serviços de negócios" foi a única a registrar superávit, com saldo positivo de US$ 686 milhões.
