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| Foto: Assessoria |
Reações físicas como coração acelerado, tensão muscular e insônia são consideradas naturais durante partidas decisivas, pois ativam áreas cerebrais ligadas à expectativa e recompensa. Contudo, o limite entre a emoção comum e o transtorno mental reside no comprometimento da rotina do indivíduo. O psiquiatra alerta que o sinal de alerta surge quando há prejuízos no trabalho, nos estudos, no sono ou nas relações pessoais, destacando que "o transtorno aparece quando ela [a ansiedade] perde sua função adaptativa e passa a dominar a vida da pessoa".
O período do torneio pode intensificar sintomas em indivíduos que já convivem com transtorno de ansiedade ou síndrome do pânico, manifestando-se por meio de irritabilidade, crises frequentes e aumento no consumo de álcool. Esse cenário é agravado pela maior exposição às plataformas de apostas esportivas, que representam riscos adicionais para pessoas impulsivas ou com histórico de dependência. O médico ressalta que, para esse grupo, "a recomendação mais segura não é apostar com moderação, mas simplesmente não apostar".
Para acompanhar os jogos sem comprometer o equilíbrio emocional, recomenda-se a manutenção de hábitos saudáveis, como preservar a rotina de sono, praticar exercícios físicos e moderar a ingestão de álcool e cafeína. Limitar o consumo de debates esportivos e focar no lazer também são medidas preventivas importantes. O especialista reforça que "o objetivo principal é diversão" e que o futebol deve funcionar como entretenimento, evitando que a torcida se transforme em fonte de sofrimento.
