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| Imagem gerada por IA. |
Nos próximos anos, porém, há um desafio imediato. O investimento ficará aquém da demanda, criando pressão real nos destinos turísticos. Aeroportos enfrentarão congestionamento, hotéis operarão acima da capacidade ideal, atrações turísticas lidarão com superlotação. É o custo de uma recuperação mais rápida que o planejado. Mas a partir de 2033, a dinâmica muda. O investimento finalmente supera a demanda, e os destinos terão infraestrutura adequada. Essa transformação estrutural é essencial para garantir que o turismo não apenas cresça, mas cresça de forma sustentável e resiliente.
Duas nações se destacam como líderes estratégicos nessa transformação. A Alemanha planeja investir US$ 543 bilhões até 2035, reforçando sua posição como destino de alta qualidade. Espanha compromete-se com US$ 349 bilhões, investindo a um ritmo 46% mais rápido que o crescimento de demanda. Ambas entendem que infraestrutura de qualidade não é luxo—é competitividade. Quando um turista escolhe um destino, leva em conta conectividade, transporte eficiente e modernização sustentável. Países que investem nesses aspectos consolidam sua posição no mercado.
O WTTC enfatiza que investimento contínuo em infraestrutura será central para desbloquear o potencial econômico completo do setor. Governos e iniciativa privada precisam colaborar para manter investimento alinhado com tendências de demanda de longo prazo. O próximo decênio será decisivo. Economias que apostarem em modernização hoje colherão retornos econômicos mensuráveis amanhã, enquanto aquelas que adiarem enfrentarão gargalos estruturais que limitarão seu crescimento.
