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| Imagem de Henning Westerkamp por Pixabay |
Empresas de gestão hoteleira estão transitando de modelos operacionais sustentáveis para o turismo regenerativo, uma abordagem que visa superar a simples redução de danos. Segundo especialistas da Hotel Mogel Consulting Ltd, o conceito difere da sustentabilidade tradicional ao focar em "melhorar ativamente os ecossistemas, comunidades e culturas locais", com o objetivo de deixar o destino em condições superiores às encontradas anteriormente, gerando valor a longo prazo para o empreendimento.
Hector de Castro, presidente da REGNERA Hotels Association, define a hospitalidade regenerativa a partir de pilares como a gestão ambiental, que prioriza a restauração de habitats naturais, e o engajamento comunitário. O modelo propõe que o turismo ofereça benefícios econômicos e sociais aos residentes, mediante a contratação de mão de obra local e aquisição de insumos de produtores vizinhos. Além disso, a preservação cultural é incentivada em detrimento de costumes comerciais externos, promovendo experiências autênticas.
Um exemplo da aplicação deste conceito é o Babylonstoren, situado em Simondium, na África do Sul. Inaugurado em 2010 por Karen Roos e Koos Bekker, o local expandiu seu escopo inicial de hotel para o turismo regenerativo e gastronômico. A propriedade opera como um sistema autossustentável, integrando vinhedo, fazenda biodiversa e produção própria de alimentos. Mais de 90% da equipe do empreendimento reside nas comunidades do entorno, recebendo apoio em iniciativas de saúde e educação infantil.
A gerente geral do Babylonstoren, Dalené Claassens, ressalta o papel educacional da iniciativa. "O Babylonstoren não apenas nutre a terra, mas também cultiva uma futura geração de horticultores, botânicos e defensores ambientais", afirma a executiva. Claassens destaca que os programas de estágio e voluntariado capacitam indivíduos que podem replicar esses conhecimentos e habilidades em outros projetos ao redor do mundo.
