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| Santiago Yus, presidente da AENA, com Gustavo Paulo Neto (ABIH-PB) e Rosália Lucas, Secretária de Turismo e Desenvolvimento Econômico na sede da PBTUR. / Foto: Fabiano Vidal |
A concessionária prevê que o terminal alcance a marca de 6 milhões de passageiros até 2049; investimentos visam preparar a pista para receber aeronaves de grande porte e voos internacionais.
JOÃO PESSOA – O Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto passa por um momento de crescimento acelerado que está antecipando o cronograma de obras de infraestrutura. A informação foi confirmada por Santiago Yus, presidente da Aena Brasil, durante apresentação realizada no auditório da PBTUR. Segundo o executivo, o aumento expressivo no fluxo de passageiros disparou o "gatilho de investimento" previsto no contrato de concessão, exigindo novas intervenções já para o curto prazo.
De acordo com os dados apresentados, a movimentação no terminal superou as expectativas iniciais. A previsão de atingir a marca de 1,2 milhão de passageiros — estipulada originalmente para ocorrer apenas em 2028 — foi alcançada precocemente. "Isso quer dizer que crescemos, neste período, mais de 50%. A demanda se antecipou e, como consequência, todos os investimentos também terão que ser antecipados", explicou Yus.
Nova ponte de embarque e capacidade de pista
A principal novidade para o curto prazo é a instalação de uma terceira ponte de embarque (finger), com previsão de entrega para o final de 2026. O objetivo é garantir que a maioria dos embarques e desembarques ocorra de forma direta, oferecendo mais conforto aos usuários e agilidade operacional.
Além da estrutura física para passageiros, a Aena está trabalhando na ampliação da capacidade do sistema de pistas. Atualmente operando com uma capacidade declarada de 9 movimentos por hora, a concessionária já solicitou aos órgãos reguladores a ampliação para 12 operações por hora, visando otimizar os horários de pico.
Preparação para voos internacionais e grandes aeronaves
O plano da Aena inclui elevar a categoria do Aeroporto de João Pessoa para receber aeronaves de maior porte, fundamentais para rotas internacionais de longo curso (Europa e Estados Unidos).
"O aeroporto atualmente está classificado para aeronaves como Boeing 737 e Airbus A320 (código C). Queremos trazer infraestrutura e procedimentos para receber aviões maiores, como o Airbus A330 ou Boeing 787", detalhou Santiago Yus.
Planejamento a longo prazo: Rumo a 2049
O Plano de Desenvolvimento da Infraestrutura da concessionária projeta um crescimento sustentado para as próximas décadas, com a estimativa de que o Castro Pinto receba até 6 milhões de passageiros anuais ao final da concessão, em 2049. Para suportar esse volume, o cronograma de obras futuras inclui:
- 2030-2034: Instalação de uma quarta ponte de embarque e ampliação da sala de embarque doméstico.
- 2035-2039: Expansão para sete pontes de embarque, aumento de posições no pátio de aeronaves e ampliação da capacidade de pista para até 16 movimentos por hora.
Sustentabilidade e Master Plan
Além das obras operacionais, o presidente da Aena destacou investimentos em sustentabilidade, como a implantação de um sistema de água de reúso para irrigação das áreas verdes do sítio aeroportuário.
Yus também apresentou o "Master Plan" para o desenvolvimento comercial do entorno do aeroporto. O projeto prevê a utilização de áreas adjacentes para a instalação de centros logísticos, hangares e hotéis, com a possibilidade de contratos de longo prazo (até 50 anos) para atrair investidores privados e dinamizar a economia local.
"O aeroporto nunca será um freio para o desenvolvimento da demanda. Estamos permanentemente revisando os estudos de capacidade para garantir que a infraestrutura acompanhe o crescimento do turismo na Paraíba", finalizou Santiago Yus.
