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| Foto: Osvaldo Samuel Rendon / Pexels |
O volume total de viajantes que desembarcaram no território mexicano durante o torneio somou cerca de 850 mil, patamar significativamente inferior às metas governamentais. O presidente do CNET, Antonio Cosío, criticou as estimativas oficiais, classificando-as como excessivamente elevadas e contestando a credibilidade dos dados divulgados pelo poder público. "Seria necessário perguntar ao governo de onde eles tiraram essa informação", declarou o dirigente ao analisar a disparidade entre a expectativa do Estado e a realidade do mercado.
A retração na demanda impactou diretamente a hotelaria das cidades-sede em junho de 2026, com quedas na taxa de ocupação em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Guadalajara registrou ocupação de 56% (recuo de 7 pontos percentuais), Monterrey ficou com 53,5% (queda de 5,8 pontos) e a Cidade do México atingiu 56,5% (baixa de 2 pontos). Analistas explicam que o público corporativo adiou viagens para evitar os transtornos logísticos do evento, embora o aumento de 39% a 47% nas tarifas hoteleiras tenha ajudado a mitigar as perdas financeiras das empresas.
O resultado frustrou as metas da Secretaria de Turismo, que previa superar o desempenho de 2025, ano em que o México recebeu o recorde de 47,78 milhões de visitantes internacionais e faturamento superior a $31,7 bilhões. Especialistas, como o analista Francisco Madrid, já haviam alertado que a meta oficial era inviável devido à infraestrutura aérea limitada do país, que não acompanhou a demanda por novos voos. Como contrapartida positiva, o torneio garantiu ao México uma ampla exposição na imprensa internacional, assemelhando-se ao caso da Copa de 2014 no Brasil que, realizada de forma exclusiva ao longo de um mês, não ultrapassou a marca de 5 milhões de turistas estrangeiros.
