Scuderia UFCG prepara novo protótipo para a disputa do Fórmula SAE Brasil

Premiações do Projeto Scuderia da UFCG / Foto: Fabiano Vidal

A Scuderia UFCG, equipe de automobilismo formada por estudantes da Universidade Federal de Campina Grande, está na fase final de preparação do protótipo E2 para a disputa do Fórmula SAE Brasil. O grupo viaja no dia 24 de julho rumo a Tatuí, no estado de São Paulo, onde a competição de engenharia ocorrerá entre 31 de julho e 3 de agosto nas instalações da fabricante Ford. O projeto é liderado pelo estudante de graduação do curso de Engenharia Mecânica e capitão da equipe, Pedro Costa.

Fundada em 2013 como um projeto de extensão que agrega alunos de diferentes cursos da UFCG, a Scuderia foi criada com o objetivo de projetar e construir veículos do tipo fórmula. A trajetória histórica da equipe na competição nacional, anteriormente sediada em Piracicaba (SP), iniciou-se com a apresentação exclusiva de relatórios de projeto em 2015. Nos anos seguintes, o grupo obteve a 26ª colocação em 2016, a 27ª em 2017, a 24ª em 2018 e a 29ª posição em 2019, enfrentando posteriormente um período de inatividade antes da retomada recente das operações.

A edição de 2026 do torneio reúne 56 equipes inscritas de diversas universidades brasileiras e representantes internacionais do Chile e do Peru. A avaliação técnica do evento analisa o projeto de engenharia, a viabilidade de manufatura e o desempenho dinâmico dos carros na pista. Por questões de logística, o protótipo viaja desmontado para ser montado no local do evento, onde os pilotos — que devem ser estudantes com habilitação, seguro de saúde e compatibilidade ergonômica com o cockpit — passarão pelos testes oficiais.

O protótipo E2 é equipado com um motor a combustão de 700 cilindradas, derivado de motocicleta. Para atender às exigências de inovação do regulamento, a equipe realizou modificações estruturais em três subsistemas em relação ao modelo anterior: o chassi, o sistema de freios e o sistema de direção. Outro componente técnico é o coletor de admissão, fabricado por meio de impressão 3D em parceria com o Parque Tecnológico e com a empresa Alcalitec para atender às normas de diâmetro exigidas pela organização.

A viabilização financeira do projeto ocorre por meio de patrocínios e parcerias com o setor privado, que fornece aportes financeiros, peças e serviços de usinagem em troca de exposição publicitária na carenagem do veículo e nos uniformes da equipe. A UFCG contribui com a disponibilização da infraestrutura física da oficina para o desenvolvimento das atividades práticas. O departamento também abriga outros projetos de mobilidade, como o Baja — que possui histórico de premiações nacionais — e o Aerodesign.

Para o capitão da equipe, Pedro Costa, a participação no evento nacional funciona como uma vitrine para o potencial acadêmico da instituição. "Esta é uma projeção que a gente tem, não só com Fórmula, com todos os outros projetos de mobilidade e que difunde a engenharia nacional, especialmente a engenharia regional, desenvolvida aqui no Nordeste, em Campina Grande", afirmou o estudante ao destacar o papel do projeto na difusão da tecnologia regional.

Fabiano Vidal

Técnico em Turismo, Turismólogo, Jornalista, Especialista em Marketing e Publicidade, autor do livro "Do Tambaú ao Garden - A História Moderna do Turismo da Paraíba", agraciado com Voto de Aplausos e a Medalha de Mérito Turístico 2008, ambos concedidos pela Assembléia Legislativa da Paraíba.

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