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| Foto: Pixabay |
Nas rotas internacionais, a redução na procura foi de 1,6%, com desempenhos heterogêneos entre os continentes. A América Latina liderou a expansão com avanço de 10,5%, seguida pela África (8,9%) e pela Europa (3,8%), ao passo que a Ásia-Pacífico cresceu 1,3%, limitada por restrições de combustível no Vietnã. As companhias aéreas do Oriente Médio sofreram a queda mais acentuada, de 28,8%. O diretor-geral da IATA, Willie Walsh, ponderou que "o conflito no Oriente Médio parece estar causando um freio no crescimento do tráfego, mas está se mostrando relativamente isolado".
O mercado de voos domésticos recuou 3,1% de forma consolidada, pressionado pelas retrações de 6,2% na China e de 1,9% nos Estados Unidos. Em contrapartida, mercados emergentes registraram saldos positivos, como a Índia, com alta de 10,1%, além de Brasil e Japão, que cresceram 2,8% cada. Walsh ressaltou a resiliência do setor diante da alta dos combustíveis e das pressões geopolíticas, mas alertou para a necessidade de repasse de custos. "Como indústria, operamos com margens de lucro estreitas, de 2% em média, e precisaremos ver as tarifas aumentarem para compensar os efeitos dos preços mais altos do petróleo", afirmou o executivo.
Em sentido oposto ao segmento de passageiros, o transporte de cargas registrou forte expansão de 8,7% em maio de 2026, em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado foi impulsionado pelo dinamismo econômico dos mercados asiáticos e pela retomada da produção industrial na Europa, que interrompeu uma sequência de três meses consecutivos de retração.
