![]() |
| Imagem de Evgeny Ignatik por Pixabay |
A Espanha lidera a transição entre as nações do sul, com pouco mais da metade das chegadas ocorrendo entre maio e setembro. Portugal segue com aproximadamente 54%, enquanto a Itália registra quase 59% de concentração no verão. Em contraste, Grécia e Croácia ainda dependem fortemente do período estival, com participações superiores a 72%. No entanto, tendências recentes indicam que a Grécia começa a estender seu apelo para os meses de baixa temporada, sinalizando o início de uma mudança nas preferências dos viajantes e na eficácia das campanhas de nudging.
A oferta de voos e a realização de eventos corporativos e culturais sustentam a demanda nos meses mais calmos. Entre outubro e dezembro de 2026, as companhias aéreas devem disponibilizar cerca de 96,64 milhões de assentos, um aumento de 4,6% em relação a 2025. A Grécia prevê um salto de 10,7% na conectividade, seguida pela Espanha com 5,4% e Itália com 4,2%. Portugal, por outro lado, estima uma leve queda de 2,5%. Dados indicam que entre 53% e 72% das atividades ocorrem fora da alta temporada, o que ajuda a equilibrar os padrões anuais de visitação.
O setor hoteleiro adapta-se a novos perfis de hóspedes, como casais de regiões vizinhas e trabalhadores remotos, para manter a rentabilidade no inverno. As tarifas de hospedagem em 2026 apresentaram reduções significativas em comparação ao verão anterior, com quedas de até 30% em hotéis de luxo e 25% em estabelecimentos de três estrelas. Aliado ao clima ameno e à oferta de gastronomia e atividades ao ar livre, o custo reduzido torna as viagens fora do pico mais atrativas. Esse cenário permite que os negócios permaneçam rentáveis por meio de um planejamento focado nos meses de menor demanda.
