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| Foto: Assessoria |
A contribuição de Val Fonseca consiste em 46 pranchas de tirinhas que exploram temas centrais do livro "Eu", como a vida e a morte. O artista utiliza técnicas variadas, incluindo pintura acrílica, aquarela e arte digital, para criar uma narrativa onde a morte interage com o escritor. Segundo Fonseca, a intenção é propor uma reflexão filosófica aos visitantes: “coloquei a morte como um personagem que admira o escritor e sua poesia, e ela se engrandece com a presença dele”.
O Coletivo Mulheres de Augusto, sediado na zona rural de Sapé, apresenta réplicas em cerâmica de locais históricos ligados à trajetória do autor. Entre as peças produzidas com barro regional, estão representações do memorial, da igreja onde o poeta foi batizado e da casa onde residiu. Maria das Graças de Souza, coordenadora do grupo fundado em 2010, afirma que a iniciativa busca sensibilizar o público, pois "o mundo precisa tomar conhecimento da força poética do grande Augusto dos Anjos".
A diretoria da Funjope ressalta que a exposição integra o cronograma de fomento à diversidade cultural e celebra a continuidade do legado do escritor. O projeto une a pesquisa estética de Fonseca, graduado em Educação Artística, ao trabalho das artesãs do Assentamento Santa Helena I. O evento marca a abertura oficial na sexta-feira, às 16h, consolidando o Hotel Globo como espaço de difusão da memória literária e artística da Paraíba.
