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| Foto: Ascom Setur |
No semiárido piauiense, o Museu Indígena Anízia Maria (MUPI), em Lagoa de São Francisco, exemplifica a eficácia dessa modalidade. Liderado por mulheres dos povos Tabajara e Tapuio-Itamaraty, o espaço transcende a função expositiva para atuar como centro de educação ancestral. Em 2024, a instituição registrou a visitação de três mil pessoas, consolidando o fluxo de intercâmbio cultural. Para a diretora Dinayana Tabajara, a instituição é um organismo dinâmico: “O museu está fazendo história, o museu é presente. O museu é vivo, o museu somos nós”.
O Quilombo Mimbó, em Amarante, constitui outro pilar dessa estrutura turística, com uma trajetória de resistência iniciada há mais de dois séculos. Reconhecido pela Fundação Cultural Palmares, o território preserva manifestações como o Pagode do Mimbó e fomenta a economia local através da gastronomia e do artesanato. A integração de práticas de agricultura familiar e agroecologia à oferta turística assegura a sustentabilidade do projeto, permitindo que a ancestralidade afro-brasileira fundamente a geração de renda.
A estratégia de promoção institucional busca projetar esses destinos em fóruns nacionais e internacionais de turismo. O secretário Daniel Oliveira destaca que o fortalecimento dessas identidades locais permite que as comunidades assumam o protagonismo de suas narrativas. A articulação entre infraestrutura, qualificação e visibilidade visa consolidar o Piauí como um destino de referência para o turismo de experiência, pautado na inclusão e no respeito às matrizes culturais do interior.
