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| Turismo enfrenta retração pela instabilidade no Oriente Médio Imagem gerada por IA. |
No setor aéreo, o impacto é direto nos custos operacionais. O grupo Air France-KLM projeta que suas despesas anuais com combustível podem subir um terço acima das estimativas anteriores, resultando em uma revisão nos planos de expansão de capacidade para uma faixa entre 2% e 4%. O Lufthansa Group anunciou o cancelamento de aproximadamente 20 mil voos de curta distância durante os meses de pico do verão, visando economizar cerca de 40 mil toneladas de querosene diante do aperto nos suprimentos.
Operadoras de turismo e plataformas digitais também ajustaram seus números. O TUI Group reduziu a expectativa de lucro principal para uma faixa entre 1,1 bilhão e 1,4 bilhão de euros, enquanto a Voyageurs du Monde optou por retirar suas projeções futuras. No ambiente digital, o Booking.com prevê um crescimento de receita em um dígito alto, abaixo das previsões anteriores, e o Airbnb registra um aumento acentuado de cancelamentos em redes na Europa, Oriente Médio e partes da Ásia.
O impacto atinge hotéis e empresas de cruzeiros de forma variada. A Accor classificou suas operações no Oriente Médio como “seriamente interrompidas”, embora a presença de redes como Marriott e Hilton ajude a suavizar perdas regionais. No setor de cruzeiros, a Norwegian Cruise Line reduziu suas projeções de ganhos para 2026, citando os preços dos combustíveis e o enfraquecimento do interesse na Europa. O futuro do setor agora depende da estabilização dos preços do petróleo e da manutenção de rotas vitais, como o Estreito de Ormuz.
