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| Foto: Secom PB |
Maria Eliana contou que começou a trabalhar com a fibra ainda adolescente, aos 14 anos, acompanhando o uso do material dentro da família. Ela lembrou que pais e avós já utilizavam o sisal para a produção de cordas e outras peças. “É uma renda que ajuda muito em casa”, afirmou ao falar sobre o trabalho que mantém ao lado da agricultura.
O processo de produção passa por várias etapas, desde a retirada da casca até a lavagem, a secagem e o amolecimento das fibras. Segundo a artesã, a equipe do Parque Tecnológico da Universidade Federal de Campina Grande participou do processo de preparação do material. Depois disso, as fibras vão para o tear e se transformam em abajures, suportes, itens de decoração, tapetes, bandejas e bolsas. “É um processo manual. É também uma terapia, pois é feito com amor, com carinho”, disse.
A Cooperativa Mulheres de Cuiuiú, que hoje reúne 15 mulheres, comercializa as peças em feiras e exposições, com etiquetas que identificam a origem da produção. Maria Eliana resumiu o sentido do trabalho ao dizer: “As peças feitas de sisal, quando ficam prontas, dão muito orgulho. É a nossa cultura, é feito por nós, nos representa”. A 5ª Caprifeira reuniu 460 animais de 54 expositores e também destacou o avanço da caprinocultura no município.
