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| Vânia Marcelo, CEO e Arquiteta do Grupo Tauá / Divulgação |
No lobby principal, aplicou-se taipa de areia colorida, revestimentos em pedra moledo e madeira nativa, além de tons terrosos e mandacaru. O mobiliário emprega madeira, couro e fibras naturais, com renda renascença, macramê, artesanato em palha e peças em barro que retratam o folclore. Vânia Marcelo afirmou: “Incorporamos materiais, cores e símbolos tradicionais da região”.
A posição de João Pessoa, onde o sol nasce primeiro nas Américas, determinou a integração da luz natural. Grandes vãos nos espaços comuns captam o "primeiro sol", com paleta clara de areias e falésias, ventilação do oceano, pé-direito alto e janelas amplas. A arquiteta observou: “É uma arquitetura que não se protege do sol, mas dialoga com ele para criar uma experiência única”.
A pesquisa sobre o artesanato local identificou fibras, bordados e barro como elementos autênticos. Vânia Marcelo destacou: “O artesanato paraibano é extremamente rico e diverso. O que mais encanta é justamente essa autenticidade e a capacidade de traduzir o cotidiano e a identidade cultural em peças únicas”. A localização em falésia, com vista para o mar e reserva ambiental, diferencia o resort da padronização.
A inclusão atende normas técnicas e vai além, com rampas suaves no paisagismo, elevadores hidráulicos nas piscinas e suítes adaptadas com barras de apoio e circulação ampla. Vânia Marcelo resumiu: “A inclusão foi pensada além das normas técnicas, como parte da hospitalidade. O objetivo foi criar espaços utilizáveis por todas as pessoas, de forma integrada”.
