Tensões no Oriente Médio afetam turismo na Tailândia e calendário esportivo global

Foto de Pixabay

Na Tailândia, o turismo representa cerca de um quinto da produção nacional. No início de 2026, praias apresentam alta ocupação e hotéis mantêm ocupação elevada, mas tensões geopolíticas começam a influenciar rotas aéreas. Companhias aéreas desviam voos de zonas restritas sobre o Oriente Médio, optando por rotas mais longas que aumentam consumo de combustível. Preços de passagens aéreas para a Tailândia subiram entre 10% e 15%, com a Thai Airways elevando tarifas deliberadamente. Projeções indicam possível queda de quase 18% em algumas categorias de viajantes europeus, com déficit estimado de cerca de 600 mil turistas caso condições persistam.

A Autoridade de Turismo da Tailândia lançou medidas imediatas, incluindo o Centro de Monitoramento de Crises no Turismo. A unidade monitora em tempo real voos, ocupação de aeronaves, custos de combustível, alterações em reservas e opiniões de viajantes online. Conversas foram iniciadas com autoridades aeroportuárias para ajustar horários de partida e chegada, buscando posicionar Bangkok e o Aeroporto Suvarnabhumi como opção viável quando rotas aéreas mudarem. Em resposta, a Tailândia concentra esforços em mercados próximos. A China apresenta crescimento acelerado impulsionado por festivais como o Ano Novo Lunar. Viajantes da Índia, Japão, Coreia do Sul e países da ASEAN seguem em demanda. A Malásia liderou chegadas em 2025, seguida por Indonésia e Singapura.

O programa "Thailand Summer Blast" incentiva companhias aéreas a adicionar novas rotas, destacando regiões menos conhecidas ao lado de destinos famosos como Phuket e Bangkok. Caso o número de viajantes internacionais caia repentinamente, autoridades tailandesas têm planos prontos incluindo condições de empréstimo mais fáceis para hospedagem, auxílio para agências de viagens e campanhas para incentivar turismo interno. As autoridades mantêm mensagens destacando estabilidade, experiências enriquecedoras e disponibilidade de apoio constante.

No cenário esportivo global, questões de segurança desencadeadas pelo aumento de hostilidades no Oriente Médio remodelam planejamento esportivo. A Fórmula 1 cancelou eventos no Bahrein em abril e na Arábia Saudita, reduzindo o calendário de 2026 de 24 para 22 corridas. O presidente Mohammed Ben Sulayem afirmou que segurança vem em primeiro lugar. A "Finalíssima" entre Espanha e Argentina, marcada para 27 de março no Estádio Lusail no Catar, foi cancelada completamente. Tentativas de encontrar outra data ou local fracassaram devido às tensões regionais persistentes. Para a Copa do Mundo da FIFA de 2026 na América do Norte, o Irã garantiu vaga com jogos iniciais designados para Los Angeles e Seattle. Autoridades iranianas discutem possibilidade de transferir partidas para o México alegando riscos à segurança. Negociações com a FIFA continuam, mas nada está confirmado.

Fabiano Vidal

Técnico em Turismo, Turismólogo, Jornalista, Especialista em Marketing e Publicidade, autor do livro "Do Tambaú ao Garden - A História Moderna do Turismo da Paraíba", agraciado com Voto de Aplausos e a Medalha de Mérito Turístico 2008, ambos concedidos pela Assembléia Legislativa da Paraíba.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem