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| Nega Lourdes e o Turismo de Bem estar da CENEP/ Foto: Ascom Sebrae |
Em Nova Palmeira, o Centro de Educação Popular (CENEP), organização com 36 anos de atuação, coordena experiências de turismo de bem-estar. A instituição mantém seis imóveis funcionais, incluindo a Casa de Acolhimento Vó Elisa, que atende cerca de 75 idosos em regime diurno com atividades como hidroginástica, massoterapia e meditação. O restaurante Tia Quinosa oferece refeições naturais, enquanto a Oficina de Remédios Caseiros Irmã Consuelo produz xaropes, pomadas e tinturas fitoterápicas. A trajetória do CENEP inclui ações de cultura popular como teatro de rua e mamulengo, além de projetos de formação em fitoterapia, óleos essenciais e massoterapia.
Nova Palmeira também desenvolve turismo de base comunitária no Quilombo Serra do Abreu, localizado na zona rural. A comunidade, reconhecida oficialmente como quilombola por volta de 2012, reúne 37 famílias distribuídas entre três municípios e dois estados. As principais atividades incluem caprinocultura, produção de derivados do leite de cabra e agricultura de subsistência. A cerâmica artesanal é mantida por Maria da Guia Silva Santos, que busca transmitir o conhecimento aos mais jovens. O turismo de vivência inclui trilhas pela caatinga e experiências culturais conduzidas pela liderança comunitária Diana Barbosa.
Em Monteiro, no Cariri, o roteiro "Caminhos das Águas – Serra do Jabitacá" estrutura turismo regenerativo na nascente do Rio Paraíba. O projeto, criado pelo Pacto Novo Cariri em parceria com Sebrae/PB e prefeituras, propõe experiências que contribuem para preservação ambiental e fortalecimento comunitário. A primeira fase envolve diagnóstico participativo e mobilização de lideranças. A segunda etapa contempla desenho técnico do roteiro, sinalização interpretativa e criação do conceito do Marco Zero do Rio Paraíba.
Segundo Madalena Arruda, gerente da agência regional do Sebrae/PB em Monteiro, o projeto valoriza o território a partir de suas riquezas naturais e culturais, envolvendo a comunidade desde o início. A metodologia adota escuta comunitária, turismo regenerativo, bioeconomia da Caatinga e estruturação técnica do produto turístico. Ao final do processo, estão previstos roteiro interpretativo da trilha, mapa de sinalização, manual técnico e documento conceitual de turismo regenerativo local.
Ronan Max Prochnow, gerente de Sustentabilidade e ESG da CTG Brasil, afirma que iniciativas como essas reforçam potencial turístico e riqueza cultural da região. A empresa atua na região por meio do Complexo Eólico Serra da Palmeira. Para Prochnow, o apoio a iniciativas locais transforma potencial em oportunidades reais de renda e geração de trabalho, contribuindo para crescimento sustentável do turismo.
