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| Simon Mayle / Foto: Site oficial do TurisMall / Reprodução |
Os números apresentados por Mayle dimensionam o peso econômico do setor: o mercado global de turismo de luxo movimenta cerca de US$ 2,2 trilhões e cresce entre 6% e 8% ao ano, com projeção de atingir US$ 4 trilhões até 2034. No Brasil, o crescimento no consumo de luxo em geral chega a 12% ao ano. O país registrou o recorde de 9,3 milhões de turistas internacionais, com receita de US$ 7,3 bilhões, e o turismo representa entre 7,7% e 8,1% do PIB nacional, gerando cerca de 8 milhões de empregos.
Central na argumentação de Mayle foi a redefinição do conceito de viajante de luxo. "O viajante de luxo de hoje não pertence a um grupo homogêneo. Ele é definido por seus valores", afirmou. O executivo destacou que esse perfil vai além dos milionários tradicionais e inclui pessoas que economizam anos para realizar uma viagem especial, celebram uma lua de mel ou investem em experiências após a aposentadoria — viajantes que buscam experiências memoráveis e transformadoras como motivação central da viagem.
As tendências apontadas por Mayle indicam um segmento em transformação: o viajante de luxo atual prioriza sustentabilidade na escolha de hotéis e destinos, valoriza autenticidade, diversidade e contato com a cultura local, e busca o que ele descreveu como o luxo de se desconectar — fugir da rotina e reduzir o contato com redes sociais. Com trajetória que inclui a expansão do portfólio ILTM de dois para oito eventos globais desde 2010 e residência no Brasil desde 2014, Mayle declarou se considerar "um privilegiado por morar no país e trabalhar em um setor que cresce de forma consistente."
