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| Imagem gerada por IA. |
A avaliação predominante foi a de que o futuro do turismo passa por um modelo “high-tech, high-touch”, no qual ferramentas digitais ampliam eficiência, resiliência e personalização, enquanto a interação humana segue definindo experiências marcantes. A ideia foi sintetizada no encontro como uma reimaginação do turismo, e não uma reinvenção.
Entre os exemplos apresentados, Hirendrasen Dhabi, da Tourism Corporation of Gujarat, afirmou que a hospitalidade começa antes mesmo do check-in e passa, por exemplo, por “um sorriso caloroso na porta”. Ele destacou que a tecnologia aplicada ao turismo, como reservas online, bilhetagem digital e recursos de realidade aumentada e virtual, deve atuar como facilitadora da experiência, e não como substituta do contato real. O caso do Statue of Unity foi citado como referência de uso de tecnologia para jornadas personalizadas.
A mesma linha apareceu nas falas de executivos da hotelaria e da distribuição digital. Ranju Alex, da Accor, disse que a hospitalidade é inseparável da conexão humana, enquanto Parikshit Choudhary, da MakeMyTrip, observou que a IA vem mudando a lógica da escolha no ambiente digital, ao reduzir excesso de opções e apresentar alternativas mais relevantes. Já Anil Parashar, da ITQ Technologies, destacou que, além de crescimento, o setor passou a priorizar resiliência, segurança e confiança. Ratna Chadha resumiu a proposta ao dizer que a tecnologia deve “processar o previsível”, enquanto as pessoas devem “elevar a experiência”.
