![]() |
| Foto: Rafael Rodrigues / Pexels |
O crescimento projetado não será uniforme entre as regiões. Ásia-Pacífico e África devem liderar a expansão, com CAGRs de 3,8% e 3,6%, respectivamente. Europa e América do Norte apresentarão ritmo mais lento, com taxas de 2,5% e 2,8%. Os mercados de crescimento mais acelerado são intra-África (4,9%), África-Ásia-Pacífico (4,5%), Ásia-Pacífico-Oriente Médio (3,9%), intra-Ásia-Pacífico (3,9%) e África-América do Norte (3,8%), reforçando a necessidade de investimento em infraestrutura aeroportuária e marcos regulatórios em regiões em desenvolvimento.
O relatório aponta duas tendências estruturais de longo prazo. A primeira é o impacto permanente da pandemia de COVID-19: o colapso nos RPKs criou uma lacuna que não deverá retornar à tendência pré-pandemia alinhada ao PIB até 2050, mesmo no cenário de alto crescimento. A segunda é a desaceleração gradual do ritmo de crescimento — de 6,1% CAGR entre 1972 e 1998 para 4,5% entre 1998 e 2024, e projetado em 3,1% para 2024-2050 —, interpretada pelo relatório como reflexo da maturidade do mercado, não do enfraquecimento da demanda.
Para Willie Walsh, Diretor Geral da IATA, "as perspectivas para o transporte aéreo são positivas. As pessoas querem viajar e, em todos os nossos cenários modelados, a demanda por voos deverá mais que dobrar até meados do século." Walsh destacou ainda que o relatório "oferece aos governos, à indústria e aos fornecedores de energia uma base sólida para o planejamento de longo prazo", apontando a necessidade de "desenvolvimento eficiente de infraestrutura, facilitação do acesso ao mercado, harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa" como fatores-chave para o setor.
