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| 50 países pagarão caução de US$ 15 mil por vistos B1 e B2 para os Estados Unidos Imagem gerada por IA. |
O depósito serve como garantia financeira de retorno e é devolvido integralmente quando o viajante deixa os EUA dentro do prazo permitido. O valor também é restituído caso o pedido de visto seja negado. Autoridades americanas afirmam que o sistema já foi aplicado a cerca de mil vistos, com taxa de conformidade de 97%. A exigência, no entanto, não assegura a emissão do visto: trata-se de uma condição adicional, cujo valor é definido pelo oficial consular responsável pela análise de risco do solicitante.
A lista dos novos países inclui Camboja, Etiópia, Geórgia, Granadа, Lesoto, Ilhas Maurício, Mongólia, Moçambique, Nicarágua, Papua-Nova Guiné, Seychelles e Tunísia. Muitos deles já enfrentam regras migratórias mais rígidas em processos anteriores. O programa também determina que os viajantes entrem e saiam pelos aeroportos autorizados, como Boston (Logan), Nova York (JFK) e Washington (Dulles), condição cuja violação pode resultar na perda da caução.
A medida repercute no setor de viagens internacionais. Para especialistas, o depósito elevado pode se tornar uma barreira adicional, sobretudo para viajantes de países com menor renda média. Fabiano Rocha, CEO da JumpStart, afirma que a regra “adiciona complexidade ao processo de concessão de vistos temporários” e influencia decisões de viagem, especialmente no turismo e em viagens de curta duração. O ajuste ocorre em um momento em que o turismo global tenta retomar o ritmo pré-pandemia, o que pode alterar a competitividade dos Estados Unidos frente a destinos com políticas de entrada mais flexíveis.
