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| Produção de uvas da Vinícola Terras Altas, em Ribeirão Preto (Foto: Vinícola Terras Altas) |
O impacto econômico dessa organização é mensurável através do comportamento dos produtores. Um levantamento do Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET) mostra que a confiança no setor é alta: 92% das vinícolas estão investindo em infraestrutura. O dado mais relevante é que quase 40% dessas obras são motivadas exclusivamente pela demanda turística. "Os vinhos paulistas estão cada vez mais competitivos", destaca o secretário de Turismo e Viagens, Roberto de Lucena, ao apontar que a validação do mercado é o que sustenta a continuidade dos investimentos.
A dinâmica de gastos também favorece as economias locais. Com um ticket médio de R$ 204 por visitante, o fluxo turístico nas vinícolas cresceu 27% em média. Esse movimento financeiro se traduz em ocupação de mão de obra, com 67,9% dos estabelecimentos ampliando seus quadros de funcionários. A necessidade de contratação em mais da metade dos casos é justificada diretamente pelo aumento de turistas, provando que o enoturismo é um gerador de postos de trabalho resiliente e focado no desenvolvimento do interior.
Outro aspecto que define este novo momento é a transformação da "visita à vinícola" em uma economia de experiência. Atualmente, 96% dos participantes do programa estão criando ou expandindo serviços como degustações guiadas e eventos culturais. Essa diversificação não apenas aumenta o tempo de permanência do turista nas regiões, mas também eleva o padrão de competitividade dos vinhos paulistas no cenário nacional, transformando o estado em um destino de referência para o segmento.
