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| Foto: Assessoria |
Durante o encontro, o secretário executivo da SEPP, Gilvanildo Pereira, afirmou que a mobilização atende a uma demanda apresentada pelo Santuário da Penha. “Essa demanda surge a partir da necessidade de implementar atividades efetivas de cuidado e preservação ambiental”, disse. Ele destacou ainda que o Rio do Cabelo “alimenta comunidades tradicionais que vivem da pesca, especialmente na região da Penha e do Seixas, e requer atenção permanente”.
A Defesa Civil apresentou diagnóstico técnico atualizado. O chefe da Divisão de Prevenção a Emergências e Desastres, Philipe Vasconcelos Aires, explicou que já foram feitas ações preventivas de desassoreamento e limpeza, mas os estudos mostram que “é necessária a adequação das passagens e travessias existentes, que hoje limitam o escoamento da água”. Um parecer técnico já foi encaminhado à Seplan e à Seinfra para análise.
A educação ambiental foi apontada como eixo estruturante da recuperação do rio. Para a coordenadora da Emlur, Kênia Chaves, “não há como promover uma recuperação real se as pessoas que convivem diariamente com o rio não compreendem o seu papel na preservação”. O diretor de Desenvolvimento Institucional da Setur, Bento Correia, reforçou o caráter estratégico do curso d’água ao afirmar que “o rio é fundamental para as comunidades ribeirinhas e para o turismo costeiro, desaguando em área de grande valor paisagístico e simbólico”.
