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| Imagem de Wenhan Cheng por Pixabay |
A análise baseia-se em uma pesquisa multinacional com viajantes de mercados elegíveis ao ESTA. Os dados mostram que a conscientização sobre a mudança política já é alta, com 66% dos entrevistados familiarizados com a proposta. Cerca de um terço (34%) afirmou que seria "um pouco ou muito menos propenso" a visitar os EUA nos próximos dois ou três anos se as medidas forem introduzidas. Em um cenário de alto impacto, o país poderia receber aproximadamente 4,7 milhões a menos de chegadas internacionais em 2026, uma redução de 23,7% em relação ao cenário habitual.
As perdas correspondentes nos gastos dos visitantes são estimadas em até US$ 15,7 bilhões, com um impacto negativo no PIB de Viagens e Turismo de US$ 21,5 bilhões. Gloria Guevara, presidente e CEO do WTTC, declarou que "a segurança na fronteira dos EUA é vital, mas as mudanças políticas planejadas prejudicarão a criação de empregos". Ela ressaltou que, quando comparada a outros grandes destinos como Reino Unido, Japão e Europa Ocidental, essa política de entrada é percebida como significativamente mais intrusiva, colocando os EUA em desvantagem competitiva.
O estudo destaca ainda desafios de percepção. A maioria dos entrevistados acredita que a política prejudicaria a prosperidade econômica dos EUA em vez de fortalecê-la, e que faria o país parecer menos acolhedor. O impacto no emprego, afetando 157 mil vagas, seria três vezes maior que a média de empregos criados mensalmente nos EUA em 2025. O WTTC insta os formuladores de políticas a avaliarem cuidadosamente as consequências, observando que o mercado de turismo receptivo dos EUA já viu uma perda de 11 milhões de visitantes entre 2019 e 2025.
