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| Foto de Diego F. Parra / Pexels |
A modalidade não é recente. Empresas como Virgin Voyages e Viking já trabalham com cruzeiros exclusivos para adultos há anos. O movimento reflete características dos cruzeiros de luxo, que registram poucos passageiros menores de 18 anos: até 1.000 em navios convencionais no auge da temporada e cerca de 100 em operações de luxo. Viagens longas, como as Voltas ao Mundo da Cunard ou a jornada anual da Norwegian, também não se encaixam facilmente na rotina de famílias com crianças.
O modelo oferece vantagens operacionais. A procura por experiências imersivas cresce entre viajantes mais velhos, que buscam excursões culturais, atividades temáticas e contato mais profundo com os destinos visitados. Para muitos adultos, viajar sem crianças representa uma oportunidade de descanso e bem‑estar, com foco em tratamentos a bordo, atividades relaxantes e autoconhecimento. Além disso, navios voltados a famílias exigem investimentos elevados em estruturas específicas, como áreas infantis, brinquedos e equipes especializadas, a exemplo do Disney Dream, que superou US$ 900 milhões em custos de construção.
A escolha por operações exclusivas para adultos também facilita o posicionamento das marcas. O caso da Virgin Voyages é emblemático, com identidade consolidada em viagens festivas e voltadas ao público maior de 18 anos. Ao restringir reservas a adultos, as companhias conseguem comunicar propostas mais definidas, seja em luxo, aventura ou entretenimento, reforçando sua atuação no mercado global de cruzeiros.
