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Foto: Joedson Alves / Agência Brasil |
O ministro do Turismo, Celso Sabino, tem se esforçado para permanecer no cargo até abril de 2026, quando planeja disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro, com o apoio do próprio presidente Lula. Sabino argumenta que não é prudente antecipar discussões sobre a eleição de 2026, citando que outros partidos também têm pré-candidatos contrários ao governo, mas mantêm cargos na Esplanada. Apesar de suas tentativas de articulação, a cúpula do União Brasil considera sua permanência “insustentável” e ameaça expulsá-lo caso não deixe o ministério voluntariamente.
Internamente, parlamentares do partido também criticam Sabino por não ter priorizado o União Brasil na distribuição de convênios e emendas do Turismo, reforçando o desconforto com sua gestão. Outros dois ministérios ligados ao partido — Comunicações e Integração Regional — não serão afetados, pois são indicações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que não são filiados ao partido.
A decisão sobre a saída será tomada de forma independente do Progressistas, parceiro da federação, e marca um movimento estratégico do União Brasil para reorganizar sua atuação política, incluindo análises sobre apoio à pré-candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, à Presidência da República, com o senador Ciro Nogueira como possível vice na chapa.
Redação