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| Foto de Pok Rie / Pexels |
As novas regras estabelecem que todos os operadores de drones com peso igual ou superior a 100 gramas devem obter um Flyer ID, mediante um teste teórico online gratuito. Além disso, proprietários de drones com 250 gramas ou mais, ou com mais de 100 gramas e câmera, precisam registrar um Operator ID. A identificação remota (Remote ID), comparada a uma "placa digital", transmite a identificação e localização da aeronave em voo, permitindo distinguir drones autorizados de intrusos. Drones novos com marcação de classe UK já devem ter essa tecnologia, enquanto modelos antigos ("legacy") têm até janeiro de 2028 para se adequar.
A regulamentação também aborda outros aspectos críticos. A partir de 2026, todos os novos drones vendidos no país devem ter uma marcação de classe UK (UK0-UK6), que indica suas características de segurança e define onde podem operar. Para voos noturnos, é obrigatório o uso de uma luz verde piscante, visível durante todo o voo, para aumentar a detecção em períodos de baixa visibilidade. Apesar desses avanços, desafios persistem na fiscalização das Zonas de Restrição de Voo (FRZs), cujos limites complexos muitas vezes se estendem a áreas residenciais, e na conscientização pública sobre as regras.
As novas regras representam um passo significativo para melhorar a segurança da aviação e a responsabilização no setor de drones. Ao estabelecer requisitos claros de identificação e introduzir medidas inovadoras como a Remote ID, o regulamento busca reduzir o número e a duração das interrupções causadas por drones nos aeroportos. No entanto, lacunas permanecem, como a janela de implementação gradual da Remote ID e a necessidade de sistemas avançados de detecção e coordenação com a polícia para uma fiscalização eficaz.
