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Barcelona / Foto de Umut Erdem / Pexels |
A economia da Espanha, impulsionada principalmente pelo turismo, enfrenta um debate crescente sobre sua sustentabilidade. O setor, que representa mais de 12% do PIB e emprega cerca de 3 milhões de pessoas, tem sido a principal aposta de recuperação do país desde a crise imobiliária de 2008. Países vizinhos do sul da Europa, como Portugal e Grécia, seguiram o mesmo caminho.
Vulnerabilidades e riscos
Apesar do sucesso, especialistas alertam para os perigos dessa dependência. O turismo é um setor sensível a choques externos, como crises políticas, sanitárias ou climáticas, o que torna a economia vulnerável.
Um estudo recente ilustra o problema: para a Croácia, um país com uma economia similar, alcançar um PIB per capita suíço, seria necessário receber 395 milhões de turistas por ano, um número fisicamente insustentável.
Impactos sociais
Nas principais cidades espanholas, o turismo em massa causa sérios problemas sociais. O aumento na demanda por acomodações turísticas elevou o preço dos imóveis, expulsando moradores locais e causando um fenômeno de gentrificação.
Além disso, problemas como poluição, trânsito e superlotação são cada vez mais comuns. Enquanto proprietários de imóveis se beneficiam, a maioria dos trabalhadores do setor enfrenta baixos salários e empregos precários.
Desafios e o caminho a seguir
Dentro da zona do euro, a Espanha perdeu ferramentas econômicas tradicionais para impulsionar o crescimento. A dependência do turismo acentua as disparidades regionais dentro da União Europeia, já que economias do norte investem em tecnologia e serviços de alto valor agregado.
A solução, segundo analistas, está na diversificação econômica. É crucial que a Espanha invista em educação, pesquisa e desenvolvimento para criar um modelo mais robusto, que garanta prosperidade a longo prazo, além das flutuações do turismo.
Redação
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