Companhias aéreas endurecem regras e passageiros acima do tamanho padrão terão de pagar por assento extra

Imagem gerada por IA.

A partir de janeiro de 2026, a Southwest Airlines vai se alinhar a American, Delta, United e easyJet ao adotar a cobrança de assento extra para passageiros que não couberem em um único lugar. A medida encerra a política mais flexível da empresa, que até então permitia reembolso em determinados casos. Agora, a compra antecipada será obrigatória e os reembolsos só ocorrerão em condições restritas, caso o voo não esteja lotado.

O critério segue o padrão já praticado por outras companhias: se o passageiro não conseguir afivelar o cinto com um extensor ou baixar o apoio de braço sem ocupar espaço do assento vizinho, terá de adquirir um segundo lugar. Os custos do assento adicional serão equivalentes ao valor integral da passagem, sem descontos.

A decisão das companhias é justificada como forma de garantir segurança e conforto, mas tem provocado críticas de grupos que defendem passageiros com sobrepeso. Especialistas avaliam que a tendência consolida um padrão único na aviação comercial, em que espaço e inclusão passam a ser subordinados à política de eficiência e receita das empresas.

Redação

Fabiano Vidal

Técnico em Turismo, Turismólogo, Jornalista, Especialista em Marketing e Publicidade, autor do livro "Do Tambaú ao Garden - A História Moderna do Turismo da Paraíba", agraciado com Voto de Aplausos e a Medalha de Mérito Turístico 2008, ambos concedidos pela Assembléia Legislativa da Paraíba.

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