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| Foto: Cottonbro Studios / Pexels |
A decisão foi acompanhada de cobranças rigorosas por parte das autoridades regulatórias sobre a segurança dos usuários nas plataformas digitais. “Os europeus devem poder fazer reservas digitais com a confiança de que não serão vítimas de fraudes”, afirmou a vice-presidente executiva da Comissão Europeia responsável por soberania tecnológica, segurança e democracia, Henna Virkkunen, ressaltando que, “sob o DSA, existem responsabilidades muito claras para plataformas e empresas, e elas precisam levá-las a sério”. Por sua vez, a Booking Holdings destacou em comunicado oficial que “segurança, confiança e proteção de dados pessoais” estão entre suas “maiores prioridades”, acrescentando estar “comprometida em trabalhar com governos relevantes, reguladores, autoridades policiais e o setor para combater o cibercrime e a fraude online e proteger viajantes e parceiros”.
O escopo da apuração concentra-se em falhas estruturais de verificação, abrangendo registros de acomodações fictícias nas pesquisas e anúncios cuja descrição do imóvel diverge substancialmente das fotografias apresentadas. O órgão fiscalizador examina ainda a omissão da empresa diante de ataques de phishing, situação em que criminosos se cadastram fraudulentamente no sistema e acessam dados de quem reservou acomodações para induzir pagamentos indevidos. A falta de distinção clara nos resultados patrocinados gerou alertas adicionais da Comissão, que reiterou que “os usuários devem ser capazes de reconhecer facilmente que esses ‘anúncios impulsionados’ são, de fato, publicidade”, reforçando a existência de um histórico volumoso de contestações: “Houve muitas reclamações, inclusive de associações de consumidores e grupos hoteleiros”, pontuou um representante do Executivo comunitário.
Caso as infrações aos direitos do consumidor e às exigências de transparência sejam comprovadas ao término do processo iniciado em 26/10/2026, a Booking.com poderá ser penalizada com aplicação de multa, abrindo-se prazo formal para que a companhia apresente sua defesa e proponha medidas corretivas. O caso soma-se a cerca de duas dezenas de investigações antitruste e de segurança conduzidas pela União Europeia contra grandes empresas de tecnologia, a exemplo do inquérito aberto contra a Meta Platforms em 04/2024. A medida reafirma a postura intervencionista de Bruxelas em aplicar integralmente as obrigações da legislação digital sobre os ambientes corporativos de intermediação turística.
