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| Foto gerada por IA. |
Para mitigar o cenário de retração, a Brand USA lançou, no dia 24 de agosto, uma plataforma digital corporativa reestruturada para facilitar o acesso de parceiros comerciais a programas internacionais, pesquisas e dados econômicos. A organização, que atua na conexão de empresas locais com a distribuição internacional, estima que suas ações ao longo de 13 anos geraram 11,3 milhões de visitantes adicionais, movimentando $38,1 bilhões em gastos e gerando um impacto econômico total de $82,9 bilhões. A expectativa é que o total de visitantes internacionais em 2026 alcance 70,6 milhões, número ainda abaixo dos 79 milhões registrados em 2019, patamar que a associação projeta recuperar apenas em 2029.
O panorama comercial do turismo estadunidense enfrenta pressões decorrentes de novas diretrizes de imigração. O governo prepara uma revogação em massa de vistos B1/B2, voltada a cidadãos estrangeiros que ingressaram com vistos temporários de negócios ou turismo e posteriormente solicitaram asilo, medida que pode afetar até 200 mil pessoas. Outro fator de impacto é a expansão do programa de depósitos de garantia para vistos, que pode exigir taxas reembolsáveis de até $20.000 de solicitantes de nações selecionadas. O presidente e CEO da U.S. Travel, Geoff Freeman, alertou sobre os efeitos dessas exigências no fluxo de viajantes, visto que as viagens de canadenses apresentam queda de 25% e as de asiáticos permanecem em metade do nível de 2019.
O setor turístico opera sob uma dualidade entre os esforços promocionais e o endurecimento das políticas de fronteira. Em 2025, o déficit comercial do turismo no país atingiu $72 bilhões, e a projeção para este ano indica um crescimento de apenas 1,6% nos gastos de visitantes internacionais, totalizando $178 bilhões. O mercado aposta agora em eventos futuros, como o aniversário de 250 anos da nação e os Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028, para tentar acelerar a retomada do setor.
