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| Foto: Visit Brasil / Divulgação |
Edição de agosto da Dadosfera destaca alta de 11,5% nas chegadas aéreas internacionais e receita de $ 6,54 bilhões gerada de janeiro a julho de 2026.
A Embratur lançou na sexta-feira (28) a edição de agosto da Dadosfera, boletim de inteligência voltado ao monitoramento do turismo internacional, que passa a adotar uma estrutura analítica para detalhar o comportamento dos viajantes e as flutuações de mercado. Entre os indicadores reunidos, o Índice Global de Atratividade das Cidades Turísticas, elaborado pela Yanolja Research com base no engajamento em redes sociais, registrou a evolução de capitais brasileiras: São Paulo subiu da 40ª para a 29ª posição; o Rio de Janeiro passou da 58ª para a 52ª; e Brasília avançou do 103º para o 53º lugar.
O presidente da Embratur, Bruno Reis, avaliou os objetivos da reformulação do informativo para o setor produtivo: “A nova configuração da Dadosfera disponibiliza para o setor um mapeamento preciso das tendências, das dinâmicas do mercado aéreo e do comportamento dos turistas. É uma ferramenta de consulta periódica para que destinos e operadores baseiem suas estratégias e compreendam de forma técnica o posicionamento do Brasil no cenário internacional. Isso significa melhoria nos negócios e na economia do país”.
No balanço econômico e de fluxo de passageiros, o país contabilizou $ 6,54 bilhões em receitas cambiais deixadas por visitantes estrangeiros entre janeiro e julho de 2026. Os desembarques por via aérea registraram aumento de 11,5% no ano, superando 3,6 milhões de ingressos, com expressivo crescimento percentual nos aeroportos do Rio Grande do Norte (+129%), Alagoas (+90%) e Pernambuco (+79%), enquanto as entradas terrestres ainda refletem oscilações do primeiro trimestre. No panorama geral de emissores, 19 dos 24 mercados monitorados apresentaram tendência positiva em comparação ao ano anterior.
O relatório contempla ainda projeções para segmentos específicos, como o turismo de negócios e eventos (MICE). Conforme dados da Global Business Travel Association (GBTA), o Brasil deve figurar como o 10º maior mercado global do setor em 2026, com movimentação estimada em $ 35,8 bilhões e taxa de expansão anual de 13,8%, a maior entre as 15 principais economias do ranking. A publicação traz também levantamentos da Phocuswright, apontando crescimento de 17% no mercado global de experiências em 2024, além de estudos da GlobalData e da ATTA que dimensionam o turismo de aventura na América Latina em $ 39 bilhões.
