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| Foto: Divulgação / Assessoria |
A inspiração do Setai surgiu durante uma viagem a Milão em 2017, quando André Penazzi conheceu o Bosco Verticale, referência mundial em arquitetura verde. "A falta da natureza nas cidades sempre foi algo que me inquietou. Quando conheci o Bosco Verticale, percebi que era possível incorporar essa ideia à nossa realidade", contou. O arquiteto Leo Maia, responsável por traduzir esse conceito para os projetos, ressaltou que a proposta era integrar a natureza à arquitetura muito antes de a biofilia ganhar projeção mundial. "É um movimento global e inegociável, mas tivemos a felicidade de antever esse cenário. É um caminho sem volta nos nossos projetos", afirmou.
A arquiteta e urbanista Leila Azzouz destacou que essa mudança transforma a relação entre os edifícios e a cidade. "Acredito que muito da proposta de ser arquiteto é conseguir enxergar o futuro no presente. Essa natureza tem que vir de forma inteligente e assegurar que o empreendimento seja uma extensão dela", refletiu. Ela também ressaltou o avanço das fachadas ativas em João Pessoa, modelo que aproxima comércios e serviços do passeio público. "João Pessoa hoje é uma referência nacional em arquitetura e fachada ativa", disse.
A paisagista Bia Campelo enfatizou a importância de devolver qualidade ambiental aos centros urbanos. "Sempre tento trazer essa ideia de gentileza urbana, com muita massa vegetal para devolver conforto térmico à nossa cidade", afirmou. Entre os corretores de imóveis presentes, o contato com a natureza se tornou peça fundamental nas negociações. "O cliente busca localização, uma construtora de confiança e, principalmente, qualidade de vida", avaliou o corretor Fábio Dutra. A corretora e arquiteta Polyanna Cartaxo, com 10 anos de atuação no mercado, observa que "cada vez mais pessoas buscam sair do ambiente urbano para viver experiências em contato com a natureza".
