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| Foto: Vladimir Srajber / Pexels |
A concentração de viajantes no modal rodoviário — com Fortaleza ocupando a 5ª posição no ranking nacional, Salvador a 9ª e Recife a 10ª — aponta para uma resposta direta dos consumidores à persistente alta nas tarifas das passagens aéreas. Diante de orçamentos mais restritos, o turista de classe média tem priorizado deslocamentos terrestres de curta e média distância. Essa migração de fluxo altera o perfil do consumo turístico na região, direcionando os gastos principalmente para serviços locais imediatos, como hotelaria de médio porte, gastronomia regional e comércio varejista de rua, em detrimento de pacotes aéreos de longa distância.
Para capturar essa demanda e evitar gargalos operacionais, as principais empresas de transporte de passageiros estruturaram operações especiais para o mês de julho. A Guanabara, por exemplo, ampliou a oferta de assentos e horários em corredores interestaduais de alta densidade, como as ligações entre Fortaleza, Recife e Salvador. A estratégia das operadoras também contempla o reforço de linhas intermunicipais que conectam as capitais a polos de desenvolvimento regional e destinos de ecoturismo, como Juazeiro do Norte e Sobral, no Ceará, e Barreirinhas, no Maranhão, descentralizando o fluxo de passageiros pelas rodovias da região.
Esse aquecimento na movimentação de passageiros ocorre como conseqüência de um cenário macroeconômico de recuperação gradual, liderado pelo estado de Pernambuco. De acordo com a Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem), o volume de atividades turísticas no estado registrou uma expansão de 6,9% na comparação mensal recente. Embora o índice supere a média de crescimento nacional de 4,1%, a diretora de Estudos, Pesquisas e Estatística da Condepe/Fidem, Heloísa Renatha, pondera que o setor de turismo e serviços ainda se encontra em fase de recuperação, demandando cautela na projeção de resultados consolidados de longo prazo.
