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| Imagem gerada por IA. |
A Fifa informou que mais de 1 milhão de ingressos foram vendidos até o fim da janela anterior de comercialização, reforçando o potencial comercial da competição. Ainda assim, a elevação dos preços ampliou a cautela em torno da presença física de torcedores estrangeiros. O bilhete mais caro para a final chegou a US$ 10.990, valor que se soma a despesas com passagens aéreas, hospedagem, seguro e deslocamentos entre Estados Unidos, Canadá e México.
A projeção da Tourism Economics indica que os Estados Unidos devem receber 1,24 milhão de visitantes internacionais durante a Copa, incluindo cerca de 742 mil viagens adicionais. No entanto, o cenário ainda depende de fatores operacionais. O lançamento do FIFA PASS, voltado a titulares elegíveis de ingressos que precisam de entrevista consular acelerada para entrar nos Estados Unidos, reforça que o acesso migratório segue como um ponto de atenção. Nesse contexto, a avaliação é direta: “os ingressos estão sendo vendidos, mas a conversão disso em chegadas internacionais efetivas não é garantida”.
Além dos custos e da questão migratória, o torneio também será impactado por fatores externos. A Fifa manteve os jogos do Irã nos Estados Unidos, enquanto o México anunciou um plano com cerca de 100 mil militares e policiais após episódios de violência recolocarem Guadalajara no noticiário internacional. O evento segue como um importante motor de demanda para o turismo, mas a dimensão real desse movimento ainda dependerá das condições para o deslocamento dos torcedores. Como resume o debate em torno da competição, “a questão central não é apenas se os ingressos estão sendo vendidos. É se os torcedores ainda conseguem justificar, viabilizar e concluir a viagem com confiança”.
