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| Foto: Fabiano Vidal |
Na apresentação, a dirigente destacou o peso do turismo na economia portuguesa. Segundo os dados expostos, o setor fechou 2025 com o melhor resultado já registrado no país, representando mais de 21% do PIB, mais de 6% do emprego e mais de 20% das exportações globais. Ainda de acordo com Lídia Monteiro, Portugal recebeu cerca de 32,5 milhões de turistas, somou mais de 82,1 milhões de dormidas e atingiu 19,1 bilhões de euros em receitas, com crescimento de 18,9% em relação a 2024.
Lídia Monteiro também afirmou que Portugal recuperou em 2023 os números de 2019, contrariando projeções feitas em 2020 de que essa retomada só ocorreria em 2025. No recorte dos mercados, o Reino Unido segue como principal emissor, enquanto os Estados Unidos passaram a ocupar a segunda posição. A dirigente observou ainda que o país ampliou sua presença em mercados de longa distância, com Estados Unidos, Canadá e Brasil entre os dez principais emissores.
Ao explicar a base desse desempenho, a representante do Turismo de Portugal disse que o país optou por preparar a oferta antes de ampliar a pressão sobre os mercados. “Vamos tratar em primeiro lugar de ter serviços disponíveis e depois sim atuar junto dos mercados”, declarou. Na mesma linha, defendeu o turismo como instrumento de transformação territorial e social. “O turismo é uma força para o bem”, afirmou, ao citar a recuperação de centros históricos, aldeias, fortalezas, museus e outras infraestruturas.
Outro ponto enfatizado por Lídia Monteiro foi a definição de um propósito comum para o setor. Segundo ela, a orientação adotada por Portugal foi “receber bem todas as pessoas, sejam elas quais forem, venham de onde vierem” e “respeitar as diferenças”. A dirigente também atribuiu parte dos resultados à continuidade das políticas públicas. “A estratégia do turismo em Portugal não depende dos ciclos políticos”, disse. Na área de promoção, destacou que 2023 marcou uma inflexão, quando todo o orçamento publicitário passou a ser direcionado aos meios digitais.
A apresentação também resumiu os cinco eixos da Estratégia 2027: território e comunidades, economia e empresas, conhecimento e talento, redes e conectividade, e projeção internacional da marca. Lídia Monteiro afirmou que o mercado interno continua relevante, representando entre 30% e 35% dos hóspedes, mas destacou a diversificação internacional como uma das linhas centrais do plano de marketing. Ao sintetizar a visão do país para o turismo, concluiu: “Sermos um bom destino turístico para visitar terá que ser, em primeiro lugar, um país bom para viver, um país bom para estudar e um país bom para investir.”
