![]() |
| Imagem gerada por IA. |
A agência destaca que o portfólio brasileiro de eventos tem impacto direto em áreas estratégicas da economia, já que congressos ligados à saúde, ciência, inovação, medicina veterinária e agronegócio fortalecem a produção de conhecimento e ampliam a visibilidade internacional do país. Para 2026, a projeção é de continuidade na expansão, especialmente com o crescimento de congressos científicos e médicos, que representam mais de 60% das captações nacionais. Entre os eventos já confirmados está a 26ª International AIDS Conference, prevista para o Rio de Janeiro, que deverá reunir cerca de 10 mil especialistas.
De acordo com o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, “o MICE engloba o turismo motivado por reuniões, incentivos, congressos, convenções e feiras internacionais” e se destaca por atrair visitantes com maior poder de consumo e tempo de permanência. Ele acrescenta que o segmento reduz a sazonalidade do turismo e “fortalece a imagem dos destinos no cenário internacional”, alinhado às diretrizes do Plano Brasis, que posiciona o setor como eixo de desenvolvimento e integração internacional.
A estratégia da Embratur em 2025 incluiu pesquisa de mercado, inteligência de dados, articulação institucional e apoio técnico à captação de eventos. O trabalho abrangeu o lançamento do MAPA MICE, ações em feiras internacionais como IBTM World, Fiexpo Latam, IMEX Frankfurt e IMEX Américas, além do fortalecimento de rankings globais e campanhas de marketing segmentadas. A descentralização também ganhou força, levando o turismo de negócios a novos destinos além do eixo tradicional e ampliando o interesse de organizadores internacionais em cidades como Salvador, Fortaleza, Curitiba, Florianópolis, Foz do Iguaçu e Brasília. O Brasil fechou 2024 na 15ª posição do ranking mundial da ICCA e manteve a liderança na América Latina, com 42 cidades sediando eventos internacionais.
