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Imagem gerada por IA. |
Os principais mercados emissores registraram quedas significativas. O Canadá, maior fornecedor de turistas para Cuba, apresentou retração de 25,9%, passando de mais de 577 mil visitantes para 428 mil. O fluxo da Rússia caiu 43,5%, enquanto países como Estados Unidos, Alemanha, França, México, Argentina, Espanha e Itália também registraram diminuições de dois dígitos. A única exceção foi a Colômbia, com leve aumento de 2,4%, totalizando 16.622 visitantes no semestre.
A retração ocorre em meio ao quinto ano consecutivo de recessão econômica em Cuba, com redução de 1,1% do PIB em 2024. Além da crise energética e da diminuição das conexões aéreas internacionais, o governo atribui parte das dificuldades às sanções dos Estados Unidos, que limitam transações financeiras e pagamentos a fornecedores. No entanto, o Departamento de Estado norte-americano afirma que os problemas são resultado de décadas de falhas administrativas e estruturas de poder centralizadas, críticas que também se estendem ao governo venezuelano.
O contraste com períodos anteriores é evidente. Entre 2018 e 2019, Cuba recebia mais de 4 milhões de visitantes anuais, apoiada em um momento de aproximação diplomática com os EUA. Nos últimos anos, os números caíram sucessivamente: 2,4 milhões em 2023, 2,2 milhões em 2024 e cerca de 1,6 milhão em 2022. Enquanto isso, destinos concorrentes do Caribe, como Cancún (México) e Punta Cana (República Dominicana), vivem uma fase de expansão no pós-pandemia, evidenciando a perda de competitividade de Cuba no mercado regional.
As perspectivas para os próximos meses são desafiadoras. Entre sanções externas, críticas políticas, limitações estruturais e a crise econômica interna, a recuperação do turismo em Cuba permanece incerta.
Redação