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Imagem gerada por IA. |
Um dos principais entraves apontados pela entidade é o restabelecimento da exigência de visto para turistas dos Estados Unidos, Canadá e Austrália. Em vigor desde abril, a medida já provocou uma retração no número de visitantes: queda de 0,4% entre os estadunidenses, 1,5% entre os australianos e 1,8% entre os canadenses no segundo trimestre. A estimativa é que, sem essa exigência, o Brasil poderia ter recebido 40 mil turistas adicionais dos Estados Unidos apenas entre abril e junho.
A concentração de turistas na América do Sul também limita o potencial de expansão do setor. Cerca de 60% dos visitantes internacionais vieram do continente, com destaque para os argentinos, que representaram 41% do total. A valorização do peso frente ao real e a proximidade geográfica impulsionaram essa alta. Uruguaios também registraram crescimento expressivo, com aumento de 210% no segundo trimestre. Por outro lado, países como a Venezuela apresentaram forte queda, influenciados por fatores externos.
A FecomercioSP argumenta que, para ampliar a atratividade internacional, o Brasil precisa diversificar a origem de seus visitantes e reduzir a dependência de fatores conjunturais. A Agência Brasileira de Promoção Internacional de Turismo (Embratur) tem contribuído com ações como o incentivo à ampliação da malha aérea internacional, o que já elevou em quase 30% o número de turistas europeus. Além disso, trabalha para atenuar a sazonalidade por meio da promoção de destinos durante todo o ano.
No entanto, especialistas destacam que ações pontuais não são suficientes. A competitividade do Brasil como destino turístico global depende de políticas públicas estruturadas e estáveis. A FecomercioSP apoia o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 206/2023, que visa revogar o decreto que reinstaurou a exigência de vistos. A entidade considera a facilitação da entrada de turistas como um passo essencial para consolidar o país como alternativa segura, estável e atraente no cenário internacional.
Redação