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| Imagem gerada por IA. |
Documento entregue a candidatos nas Eleições 2026 reúne recomendações de 850 instituições para diversificar produtos e atrair investimentos no setor.
O estímulo a novos produtos, serviços e modelos de negócios no turismo integra a publicação Políticas Públicas de Turismo – Propostas e Recomendações, elaborada pelo Sistema CNC-Sesc-Senac e entregue aos candidatos das Eleições 2026. A agenda propõe diretrizes para fortalecer a competitividade dos destinos nacionais estruturadas em sete eixos estratégicos: Acessibilidade, Mobilidade, Criatividade, Inovação, Tecnologia, Marketing e Segurança. A proposta de desenvolvimento de novos produtos turísticos a partir de vocações territoriais está presente em 25 unidades da Federação.
A estratégia prevê a disponibilização de inteligência de mercado, diretrizes nacionais e apoio técnico-financeiro para orientar a formatação de experiências regionais e ampliar a diferenciação dos destinos. As propostas também defendem investimentos em pesquisa e desenvolvimento por meio de parcerias com startups e com o ecossistema de inovação, visando à educação empreendedora. A iniciativa busca adequar a gestão turística às exigências do chamado Turismo 5.0, caracterizado pelo uso intensivo de dados, hiperconectividade e integração digital.
O conjunto de recomendações foi construído com a participação de pelo menos 850 instituições e de 32 entidades nacionais representativas da cadeia produtiva do setor. O trabalho foi conduzido no âmbito do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), e incorporou contribuições colhidas nas 27 unidades da Federação por meio das oficinas do programa Vai Turismo – Rumo ao Futuro. As diretrizes ressaltam ainda a necessidade de infraestrutura urbana e integração territorial para sustentar a criação de novos produtos.
O debate sobre inovação ocorre após o turismo brasileiro registrar, em 2025, seu melhor desempenho em 14 anos, alcançando cerca de 8,1% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado foi impulsionado pelo crescimento do turismo doméstico e pela marca de 9,3 milhões de turistas internacionais. Nesse contexto de expansão, as medidas visam transformar o potencial de cada território em valor econômico, promovendo a diversificação da oferta e a redução da sazonalidade no País.
