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| Imagem de Dominic Alberts por Pixabay |
A distinção central entre os dois modelos está na direção da ação. Enquanto o turismo sustentável concentra esforços na redução de impactos negativos, por meio de iniciativas como a diminuição de resíduos e o controle de emissões, o turismo regenerativo busca gerar impactos positivos ativos. Isso se traduz em práticas como reflorestamento, preservação de tradições indígenas, remoção de espécies invasoras de habitats locais e plantio de manguezais em zonas costeiras. O Centro Holandês para a Promoção de Importações de Países em Desenvolvimento (CBI) descreve essa lógica como um "sistema vivo": "a forma como todas as partes de um sistema trabalham juntas é mais importante do que as partes por si sós."
A participação ativa de turistas e comunidades locais é um elemento central do modelo regenerativo. Nesse contexto, moradores, especialmente de comunidades indígenas, deixam de ser meros elementos de fundo para turistas e passam a atuar como guias e educadores, compartilhando modos de vida e perspectivas culturais. Prestadores de serviços de hospitalidade e operadoras de turismo são incentivados a gerar empregos locais, valorizar o artesanato regional e promover trocas culturais genuínas. A proteção e restauração ativa de sítios históricos também integra as iniciativas regenerativas, por meio de projetos conduzidos pelas próprias comunidades.
O turismo regenerativo se inspira na agricultura regenerativa, voltada para a restauração de ecossistemas e o aumento da biodiversidade. Sua lógica parte do princípio de que pessoas, cultura, terra, natureza e economia são elementos interconectados. Nesse sentido, profissionais do setor turístico têm adotado essa abordagem não apenas como uma tendência, mas como uma reorientação estrutural das operações, com foco na regeneração dos destinos e no fortalecimento das identidades locais.
