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| Centro Histórico de Lençóis (BA) / Foto: Gleidson Santos - MTur Destinos |
Para participar da seleção, as vilas precisam cumprir critérios estabelecidos pela organização internacional, como ter população de até 15 mil habitantes, estar inseridas em uma paisagem com forte presença de atividades tradicionais — como agricultura, pecuária, silvicultura ou pesca — e preservar valores e estilo de vida comunitários. O programa, criado em 2021, visa destacar pequenas localidades que utilizam a atividade turística como ferramenta de preservação cultural e natural, promoção da biodiversidade e desenvolvimento socioeconômico.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou a relevância econômica e social do turismo de natureza e rural para as comunidades do interior do país. O titular da pasta afirmou que a modalidade "é um dos maiores motores de inclusão social e geração de emprego e renda que temos hoje". Feliciano acrescentou que o segmento "fixa o homem no campo, valoriza o sentimento de pertencimento e distribui riqueza de forma justa", apontando que as indicações evidenciam a capacidade de associar conservação ambiental e crescimento econômico.
Com as novas indicações, o Brasil soma 27 candidaturas desde o início do projeto, que atualmente conta com uma rede de 319 destinos rurais integrados. Até o momento, o país possui duas localidades chanceladas com o título internacional: o bairro de Testo Alto, em Pomerode (SC), reconhecido em 2021 por sua arquitetura enxaimel e preservação das tradições germânicas, e o município de Antônio Prado (RS), premiado em 2025 por abrigar o maior acervo arquitetônico da imigração italiana no país.
