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| Turismo do Oriente Médio. sofre impacto bilionário em função de conflito / Imagem gerada por IA. |
As principais companhias aéreas da região suspenderam ou limitaram suas operações. A Emirates retomou apenas voos de repatriação e rotas de carga, encerrando operações regulares após as 23h59 do dia 7. A Etihad interrompeu voos comerciais até as 14h do dia 5 de março, mantendo apenas missões de carga e reposicionamento de aeronaves mediante autorização especial. O Qatar Airways suspendeu integralmente seus serviços. Fora da região, a Lufthansa cancelou voos para Dubai, Tel Aviv e Teerã por dias consecutivos. Rotas entre Ásia e Europa foram desviadas pelo Cáucaso, Afeganistão, Egito, Arábia Saudita e Omã — aumentando custos operacionais, tempo de voo e consumo de combustível.
O impacto econômico é expressivo. A região, que recebeu cerca de 100 milhões de turistas em 2025 e gerava receita anual próxima de US$ 460 bilhões, projeta queda de 11% a 27% no fluxo turístico em 2026 — ante expectativa anterior de crescimento de 13%. Entre 23 e 38 milhões de visitantes a menos podem chegar, com perda de receita estimada entre US$ 34 bilhões e US$ 56 bilhões. Segundo o Euronews Travel, cerca de € 40 bilhões (US$ 44 bilhões) estão em risco, principalmente por restrições de voo e alertas de segurança. Ibrahim Khaled, responsável pelo marketing da Middle East Travel Alliance, observou que cancelamentos em massa atingem especialmente as zonas classificadas como inseguras.
O setor busca perspectivas além da crise. Gloria Guevara, presidente e CEO do World Travel and Tourism Council, afirmou que "o turismo tem demonstrado consistentemente sua resiliência como força vital para conexão, estabilidade econômica e entendimento mútuo." Na ITB Berlin 2026, estandes vazios de expositores do Oriente Médio simbolizaram a ruptura. Ikechi Uko, criador do Akwaaba African Travel Market, apontou que destinos africanos como Quênia, Egito, África do Sul, Tanzânia, Seychelles, Maurício e Marrocos podem absorver parte do fluxo desviado, embora reconheça que Nigéria e boa parte da África Ocidental ainda carecem de infraestrutura para receber turistas de alto padrão.
