![]() |
| Imagem de Tati Halabi por Pixabay |
A transição para o beneficiamento do leite ocorreu como resposta estratégica aos desafios econômicos da pandemia, período em que a demanda pelo produto in natura sofreu retração. Eduarda Pedrosa relata que “surgiu a necessidade de encontrarmos novos destinos para ele. Foi quando tivemos a ideia do doce de leite de búfala”. Atualmente, a distribuição do produto alcança pontos comerciais na Paraíba, em Pernambuco e no Rio Grande do Norte.
O diferencial técnico da matéria-prima reside na presença da proteína A2A2, característica que confere ao leite de búfala uma digestibilidade superior. Para estruturar o crescimento, as empresárias investem na implantação de um laticínio próprio com suporte técnico especializado. “Iniciamos um projeto do nosso próprio laticínio, onde a participação do Sebrae vem se dando desde a elaboração do projeto, da aquisição de maquinários e as consultorias diversas”, explica Eduarda.
A modernização da unidade produtiva integra um planejamento coordenado pelo Sebrae/PB, focado em inovação e governança. Segundo o gestor de agronegócio Pablo Queiroz, o trabalho envolve desde o manejo e melhoria genética até a regularização sanitária para ampliar a competitividade. O objetivo é assegurar que o produtor paraibano atenda aos requisitos de segurança e qualidade exigidos para a disputa em mercados abrangentes.
