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| Imagem gerada por IA. |
Esse cenário, porém, contrasta com o aumento do desgaste entre profissionais do setor. Um relatório da Professional Convention Management Association (PCMA) aponta que mais de um terço dos organizadores de eventos declarou estar “exausto e esgotado”. Um estudo de 2023 da The Culture Collectors indica que 79% da força de trabalho do setor considera suas funções mais estressantes do que em anos anteriores. Atualmente, a área de MICE aparece entre as ocupações mais estressantes, atrás apenas de funções militares e de cuidados médicos domiciliares.
A crescente pressão ajuda a explicar a rotatividade da equipe. A empresa britânica Goho informa que 42% dos profissionais deixaram seus cargos, citando aumento da carga de trabalho e estresse constante. Outros 28% afirmaram que a falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional contribui diretamente para o burnout. Há também relatos de profissionais que comparecem ao trabalho mesmo doentes para garantir cobertura nas operações dos eventos, prática que agrava o adoecimento físico e emocional.
Durante o BE @ Penang 2025, o médico Prem Kumar Chandrasekaran alertou para os impactos desse comportamento. Na palestra The Unbroken Wave: Mastering Boundaries and Workload to Future-proof Mental Health, defendeu a necessidade de preservar a saúde mental e física por meio de limites claros. Entre as medidas sugeridas estão períodos adequados de descanso pós‑evento, redução de agendas consecutivas, automação de processos, análises posteriores às operações e reconhecimento da capacidade real das equipes. Segundo ele, adotar essas práticas é essencial para manter a sustentabilidade das empresas do setor.
