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| Imagem criada por IA. |
A iniciativa vincula diretamente a taxa à compra de combustível de aviação sustentável (SAF), produzido a partir de óleos residuais, restos agrícolas ou CO2 capturado. Embora mais caros que combustíveis convencionais, os SAFs representam alternativa ecológica para reduzir emissões da aviação. A CAAS reduziu recentemente a faixa inicial da taxa de US$2,30-12,30 para os valores atuais devido à queda nos preços do SAF, demonstrando compromisso em manter viagens acessíveis enquanto promove descarbonização.
Singapura estabeleceu meta de que SAFs representem 3-5% do uso de combustível de aviação até 2030, partindo de praticamente zero atualmente. O desafio é significativo, considerando que a indústria global utiliza 300 bilhões de litros de querosene convencional anualmente. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) reportou que a produção de SAF dobrou no ano passado, mas ainda representa apenas 0,3% de todo combustível de aviação utilizado. Os altos custos (SAF pode ser 2-4 vezes mais caro que combustíveis fósseis) e questões de escala tornam essa transição desafiadora.
A medida recebeu reações mistas do setor. Ambientalistas consideram um "passo corajoso e necessário", com organizações como o Fundo Mundial para a Natureza apoiando a ligação direta entre tarifas de passageiros e redução de emissões. Companhias aéreas, incluindo Singapore Airlines e Scoot, demonstram apoio, vendo a compra centralizada de SAF como forma de estabilizar mercados voláteis. Contudo, observadores da indústria alertam que a taxa pode prejudicar competitividade, especialmente para companhias de baixo custo operando rotas para Índia e Indonésia. A Associação Asiática de Viagens e Turismo expressa preocupação de que a taxa possa "afastar viajantes de lazer" durante recuperação do setor.
