![]() |
| Imagem gerada por IA |
A aposta em voos suborbitais para 2027 é compartilhada por empresas que surgiram após a abertura do mercado. Para a CAS Space, fundada em 2018, o objetivo é combinar tecnologia aeroespacial com turismo por meio de uma parceria com o China Tourism Group. A estimativa é de operar foguetes reutilizáveis com capacidade para sete passageiros, totalizando até mil turistas por ano. Para o fundador Yang Yiqiang, “a viagem ao espaço para pessoas comuns deixa de ser fantasia e se aproxima da realidade”.
Outras empresas ampliam a competição interna. A Deep Blue Aerospace, criada em 2016, já vendeu bilhetes experimentais por meio da plataforma Taobao e pretende oferecer cinco minutos de gravidade zero a partir de 2027. O vice-diretor Zheng Ze afirma que startups chinesas estão “cada vez mais competitivas” e que a empresa pode reduzir custos em até 30%. Landspace, iSpace, Galactic Energy e Space Transportation também avançam com foguetes de baixo custo, tecnologia de metano e protótipos de espaçonaves capazes de operar em alta velocidade e grande altitude.
Com 72 lançamentos orbitais realizados até meados de novembro de 2025, a China superou seu recorde anual, embora ainda distante dos números da SpaceX. Para Yang Yiqiang, o desenvolvimento do setor depende de planos de negócio sólidos e integração entre governo e empresas privadas. Ele projeta um cenário “plenamente desenvolvido” em 2027, no qual serviços orbitais e voos turísticos se tornem mais acessíveis. A perspectiva de viagens curtas ao espaço, descritas pela CAS Space como “uma experiência completamente nova”, reflete um movimento que pode redefinir o turismo nos próximos anos.
